terça-feira, 29 de novembro de 2016

Bilbao - Ontem e hoje

A primeira foto é minha de 2003 de onde se vê a Ponte Deusto. Ao fundo o Museu Guggenheim . Não havia ainda os prédios e os jardins como na foto atual do Google Earth. O tempo muda tudo.


Calendário Pirelli 2017.

Atrizes em preto e branco e sem maquiagem. Maravilhosas.



 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Angola : Branco no Preto / Preto no Branco.

Acabei de ler o livro "Branco no Preto/Preto no Branco" da autora portuguesa Salvina Ribeiro. Um livro emocionante onde a autora se desnuda para nos contar como foi sua vida e a de muitos imigrantes portugueses em Angola durante os anos 50 e 70 do século XX. O leitor é cativado desde o início da leitura por uma menina que vai nos guiando através da descoberta de um mundo novo.  Imagens e sentimentos vistos e vividos por ela passam a ser nossos e vamos juntos conhecendo Angola das florestas, dos bichos e do calor.  Uma realidade muito distante da sua aldeia de origem em Portugal. Salvina nos guia pela sua infância e nos leva até a sua juventude. Durante esse percurso vamos conhecendo Malange, suas gentes e costumes e depois a Luanda que passa a ser sua cidade amada onde viveu o começo da sua juventude e de onde foi obrigada fugir. Angola que se transformou em seu país, ou sua casa como ela gosta de frisar, teve belezas, mas também as tristezas da pobreza e da violência doméstica geradas por um sistema lusitano arcaico e patriarcal onde o pai era mais patrão que pai. Aos poucos vamos sendo introduzido nos horrores de uma guerra de descolonização onde milhares morreram:  brancos, pretos, mulatos, gente da terra e gente que adotou a terra. Todos saíram perdendo porque não há vitoriosos numa guerra. Pessoalmente o livro me emocionou pela descrição dos horrores vividos por Salvina e também por ser amiga de uma das personagens do livro. Mulheres de coragem sempre me emocionam. Ótima leitura.

domingo, 16 de outubro de 2016

Premio Nobel de Literatura 2016.


Achei estranho o Bob Dylan ganhar o Prêmio Nobel de Literatura . Estava torcendo para a escritora brasileira Lygia Fagundes Telles . Mas nos dias de hoje está tudo de cabeça para baixo. As coisas andam tão complicadas que eu fico sentada na varanda apenas esperando o "sertão virar mar e o mar virar sertão!" Para quem não conhece essa maravilhosa escritora de 93 anos ainda dá tempo para conhecê-la ou não.



segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O dia de hoje.

Diante de todo esse processo espúrio que se passa no Senado só me resta concordar com Rui Barbosa. O golpe se concretizou e agora o poder estará nas mãos de desonestos e arrivistas. Pobre do meu país e de seu povo que entrega de mão beijada o poder para aqueles que utilizam a democracia como desculpa para oprimir aqueles que os elegeram. "Le Brésil n'est pas un pays serieux" .


terça-feira, 26 de julho de 2016

A Destruidora Elite Brasileira.

"A elite brasileira está dando um tiro no pé. Embarca na canoa do retrocesso social, dá as mãos a grupos fossilizados de oligarquias regionais, submete-se a interesses externos, abandona qualquer esboço de projeto para o país.
Não é a primeira vez. No século 19, ficou atolada na escravidão, adiando avanços. No século 20, tentou uma contrarrevolução, em 1932, para deter Getúlio Vargas. Derrotada, percebeu mais tarde que havia ganho com as políticas nacionais que impulsionaram a industrialização.
Mesmo assim, articulou golpes. Embalada pela Guerra Fria, aliou-se a estrangeiros, parcelas de militares e a uma classe média mergulhada no obscurantismo. Curtiu o desenvolvimentismo dos militares. Depois, quando o modelo ruiu, entendeu que democracia e inclusão social geram lucros.
Em vários momentos, conseguiu vislumbrar as vantagens de atuar num país com dinamismo e mercado interno vigoroso. Roberto Simonsen foi o expoente de uma era em que a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) não se apequenava.
Os últimos anos de crescimento e ascensão social mostraram ser possível ganhar quando os pobres entram em cena e o país flerta com o desenvolvimento. Foram tempos de grande rentabilidade. A política de juros altos, excrescência mundial, manteve as benesses do rentismo.
Quando, em 2012, foi feito um ensaio tímido para mexer nisso, houve gritaria. O grupo dos beneficiários da bolsa juros partiu para o ataque. O Planalto recuou e se rendeu à lógica do mercado financeiro.
Foi a senha para os defensores do neoliberalismo, aqui e lá fora, reorganizarem forças para preparar a reocupação do território. Encontraram a esquerda dividida, acomodada e na defensiva por causa dos escândalos. Apesar disso, a direita perdeu de novo no voto.
Conseguiu, todavia, atrair o centro, catalisando o medo que a recessão espalhou pela sociedade. Quando a maré virou, pelos erros do governo e pela persistência de oito anos da crise capitalista, os empresários pularam do barco governista, que os acolhera com subsídios, incentivos, desonerações. Os que poderiam ficar foram alvos da sanha curitibana. Acuada, nenhuma voz burguesa defendeu o governo.
O impeachment trouxe a galope e sem filtro a velha pauta ultraconservadora e entreguista, perseguida nos anos FHC e derrotada nas últimas quatro eleições. Privatizações, cortes profundos em educação e saúde, desmanche de conquistas trabalhistas, ataque a direitos.
O objetivo é elevar a extração de mais valia, esmagar os pobres, derrubar empresas nacionais, extinguir ideias de independência. Em suma, transferir riqueza da sociedade para poucos, numa regressão fulminante. Previdência, Petrobras, SUS, tudo é implodido com a conversa de que não há dinheiro. Para os juros, contudo, sempre há.
Com instituições esfarrapadas, o Brasil está à beira do abismo. O empresariado parece não perceber que a destruição do país é prejudicial a ele mesmo. Sem líderes, deixa-se levar pela miragem da lógica mundial financista e imediatista, que detesta a democracia.
Amargando uma derrota histórica, a esquerda precisa se reinventar, superar divisões, construir um projeto nacional e encontrar liderança à altura do momento.
A novidade vem da energia das ruas, das ocupações, dos gritos de "Fora, Temer!". Não vai ser um passeio a retirada de direitos e de perspectiva de futuro. Milhões saborearam um naco de vida melhor. Nem a "teologia da prosperidade" talvez segure o rojão. A velha luta de classes está escrachada nas esquinas." 
Eleonora Lucena,jornalista.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

sábado, 9 de julho de 2016

Praga.

Me deparei com essa foto de Praga e constatei que o olhar das pessoas as vezes coincide. 



segunda-feira, 9 de maio de 2016

Da tragédia à farsa: Mitos, Heróis e Golpes.

Escrevi um artigo sobre a nossa tão ignorada História Política do Brasil. Acesse o link abaixo:

"Muito se tem falado nos dias de hoje sobre a democracia brasileira, partidos políticos e golpes. Uma rápida imersão na história do Brasil pode nos situar para entender e analisar melhor o momento político atual. Deixando a paixão e as decepções dos últimos dias de lado me proponho nesse texto a historicizar a vida política e os políticos do Brasil a partir de 1837 no Segundo Império brasileiro."



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Historiadora por profissão. Escritora por destino .Viajante no mundo por acaso. Fotógrafa amadora por paixão.