sábado, 27 de novembro de 2010

Só porque é poesia e poesia alimenta a alma!

Ouvir Estrelas
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo 
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, 
Que, para ouvi-las muita vez desperto 
E abro as janelas, pálido de espanto... 

E conversamos toda noite, enquanto 
A Via Láctea, como um pálio aberto, 
Cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto, 
Inda as procuro pelo céu deserto. 

Direis agora: "Tresloucado amigo! 
Que conversas com elas? Que sentido 
Tem o que dizes, quando não estão contigo?" 

E eu vos direi: "Amai para entendê-las! 
Pois só quem ama pode ter ouvido 
C
apaz de ouvir e de entender estrelas".

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

100 anos de Raquel de Queiroz. 17/10/1910.

Primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras!


Em 1977, por 23 votos a 15, e um em branco, Rachel de Queiroz vence o jurista Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda e torna-se a primeira mulher a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras. A eleição acontece no dia 04 de agosto e a posse, em 04 de novembro. 


Bibliografia Principal:



Romances:
- O quinze (1930)
- João Miguel (1932)
- Caminho de pedras (1937)
- As três Marias (1939)
- Dôra, Doralina (1975)
- O galo de ouro (1985) - folhetim na revista " O Cruzeiro", (1950)
- Obra reunida (1989)
- Memorial de Maria Moura (1992).

domingo, 7 de novembro de 2010

Só para registrar.

BASTOS, Maria Bueno. Outras palavras, outras imagens: movimentos feministas na cidade de São Paulo nos anos 70/80. PUC/SP: 1992. Mestrado. Resumo: A pesquisa pretende entender os movimentos feministas que ocorreram na cidade de São Paulo durante os anos 70/80, deixando de lado abordagens teóricas que sempre simplificaram, recortaram e separaram o movimento feminista do movimento de mulheres. Os movimentos feministas contribuíram para que as mulheres fossem vistas como sujeitos da ação histórica e, para recuperar essa atuação, foram utilizadas também entrevistas com algumas feministas, no sentido de entender suas falas, imagens, sentimentos, visões.

Dia de sol de primavera!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Castelos de Areia
Castelos de Pedra.
Um se desfaz com a água do mar.
O outro com o mar do tempo!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos.

500 anos esta noite
De onde vem essa mulher
que bate à nossa porta 500 anos depois?
Reconheço esse rosto estampado
em pano e bandeiras e lhes digo:
vem da madrugada que acendemos
no coração da noite.

De onde vem essa mulher
que bate às portas do país dos patriarcas
em nome dos que estavam famintos
e agora têm pão e trabalho?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem dos rios subterrâneos da esperança,
que fecundaram o trigo e fermentaram o pão.

De onde vem essa mulher
que apedrejam, mas não se detém,
protegida pelas mãos aflitas dos pobres
que invadiram os espaços de mando?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem do lado esquerdo do peito.

Por minha boca de clamores e silêncios
ecoe a voz da geração insubmissa
para contar sob sol da praça
aos que nasceram e aos que nascerão
de onde vem essa mulher.
Que rosto tem, que sonhos traz?

Não me falte agora a palavra que retive
ou que iludiu a fúria dos carrascos
durante o tempo sombrio
que nos coube combater.
Filha do espanto e da indignação,
filha da liberdade e da coragem,
recortado o rosto e o riso como centelha:
metal e flor, madeira e memória.

No continente de esporas de prata
e rebenque,
o sonho dissolve a treva espessa,
recolhe os cambaus, a brutalidade, o pelourinho,
afasta a força que sufoca e silencia
séculos de alcova, estupro e tirania
e lança luz sobre o rosto dessa mulher
que bate às portas do nosso coração.

As mãos do metalúrgico,
as mãos da multidão inumerável
moldaram na doçura do barro
e no metal oculto dos sonhos
a vontade e a têmpera
para disputar o país.

Dilma se aparta da luz
que esculpiu seu rosto
ante os olhos da multidão
para disputar o país,
para governar o país.

Por Pedro Tierra

Brasília, 31 de outubro de 2010.
 

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Historiadora por profissão. Escritora por destino .Viajante no mundo por acaso. Fotógrafa amadora por paixão.