terça-feira, 29 de junho de 2010

Uma História .

"O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse a mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
-'Qual é o gosto?' - perguntou.
-'Ruim' - disse.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
-'Beba um pouco dessa água'.
-'Qual é o gosto?'
-'Bom!' disse o rapaz.
-'Você sente o gosto do sal?'
-'Não' disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
-'A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras:
- É deixar de ser copo, para tornar-se um Lago. "

Seja Lago !



segunda-feira, 28 de junho de 2010

Camões.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.


Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.


O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.


E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Luis de Camões

sábado, 26 de junho de 2010

segunda-feira, 21 de junho de 2010

domingo, 20 de junho de 2010

"Saramaguiando"

José Saramago não considerava o seu último livro Caim o seu particular e definitivo ajuste de contas com Deus - "até porque as contas com Deus não são definitivas, e sim com os homens, que O criaram", afirmou. "Deus, demônio, o bem, o mal, tudo está em nossa cabeça e não no céu ou no inferno, que também foram inventados pelo homem. Não nos damos conta que, ao inventar Deus, imediatamente nos tornamos Seus escravos. Deus não é confiável.”

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morreu hoje em Lanzarote (Ilhas Canárias, na Espanha) o escritor português José Saramago aos 87 anos.

Põe na mesa a toalha adamascada,
Traz as rosas mais frescas do jardim,
Deita o vinho no copo, corta o pão,
Com a faca de prata e de marfim.

Alguém se veio sentar à tua mesa,
Alguém a quem não vês, mas que pressentes.
Cruza as mãos no regaço, não perguntes:
Nas perguntas que fazes é que mentes.

Prova depois o vinho, come o pão,
Rasga a palma da mão no caule agudo,
Leva as rosas à fronte, cobre os olhos,
Cumpriste o ritual e sabes tudo.

In Os Poemas Possíveis, Editorial Caminho, 3.ª ed., p. 81
P.G. , 18 de Junho de 2010.

Querido Saramago,

Acabei de saber que você se foi para sempre. Sentirei sua falta. Falta da sua língua certeira com a qual atacava os que causavam mal as pessoas. Meu velho comunista . Sentirei falta da sua coragem em sempre dizer o que pensava . Você sabia e nós também ,por sua causa, que poucas pessoas tem coragem de dizer o que pensam. No mundo de hoje a ordem é fingir. Sentirei a falta das suas palavras , não as escritas porque essas desde Guttemberg a humanidade terá sempre acesso. Sentirei falta das palavras que falava . Gostava muito de lhe ouvir . Suas palavras vão ficar ecoando na minha memória e carregarei para sempre o som do seu português lusitano que lhe caía tão bem e que pra mim, particularmente, lhe dava charme. Permita a mim hoje sentir luto junto com os seus entes queridos , a sua pátria e a literatura. Hoje morreu consigo um pouco da beleza da lingua portuguesa . Vamos seguir caminhando para frente , um conselho que você próprio nos daria : deixe dessas bobagens e siga ! Obedeceremos a ordem sim. Mas para mim sempre faltará uma palavra no dicionário da minha vida, uma palavra adorada e indefinível , a palavra : SARAMAGO.

Bertha Solares.
Cerremos esta porta.
Devagar, devagar, as roupas caiam
Como de si mesmos se despiam deuses,
E nós o somos, por tão humanos sermos.
É quanto nos foi dado: nada.
Não digamos palavras, suspiremos apenas
Porque o tempo nos olha.


Alguém terá criado antes de ti o sol,
E a lua, e o cometa, o negro espaço,
As estrelas infinitas.
Se juntos, que faremos? O mundo seja,
Como um barco no mar, ou pão na mesa,
Ou rumoroso leito.


Não se afastou o tempo. Assiste e quer.
É já pergunta o seu olhar agudo
À primeira palavra que dizemos:
Tudo.

In Poesía completa, Alfaguara, pp. 636-637

quinta-feira, 17 de junho de 2010

...um insight que tive ou como se diz no budismo um "vipaśyanā"

(...) a raiva mostra simplesmente o medo, lembre-se sempre: a raiva é o medo de ponta-cabeça. É sempre o medo que está escondido atrás da raiva, o medo é o outro lado da raiva. Sempre que você fica com medo , o único jeito de escondê-lo é ficar com raiva , pois o medo deixará você exposto. A raiva criará uma cortina à sua volta, atrás da qual você pode se esconder .

Osho

quarta-feira, 16 de junho de 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

domingo, 13 de junho de 2010

Só porque hoje é 13.

Já escrevi aqui no Blog que acredito que as letras de algumas músicas brasileiras são verdadeiros poemas e seus letristas poetas. Os sambas brasileiros são uma mina de ouro . Quem não concordar que pegue o mote e comente essa minha opinião . Leia essa letra/poema de Paulo César Pinheiro para um samba de Eduardo Gudin.

CONFESSO.

Sei que o amor é uma coisa séria
mas não tem mestre nessa matéria
eu mesmo já fiz miséria por amor
confesso
Dei muito murro em ponta de faca
já fui fiel, já virei casaca
mil criaturas já fiz chorar de dor
que loucura
Já fui deixado na rua da amargura
quando a paixão se desfez
isso mais de uma vez
Já fui barão, já cantei de galo
mas já sofri, também fui vassalo
bebi cachaça em gargalo por amor
confesso
Já fui o outro em romance alheio
mas lembro bem, também já fiz feio
pois não há presa que escape dessa dor
que tristeza
Já fiquei cego, já andei virando a mesa
o que o ciúme me fez, eu nem conto a vocês
foi tanta briga, foi tanta cena
tantos presentes de flor
mas tudo valeu a pena
e eu até virei compositor
Eu posso nem ser tão feliz
mas digo uma coisa ao senhor
que na vida o que eu fiz foi por amor

terça-feira, 8 de junho de 2010

A Ponte de Cam.

No meu livro "Cidades e Destinos" uma das histórias tem Cambridge como cenário e essa é a ponte onde as personagens se encontram.

domingo, 6 de junho de 2010

 "Esse cheiro de Chandon e Connexion que exala dos lençóis da minha memória e me penetra e me satisfaz são apenas lembranças de um amor fantasma que hoje me assombra as noites insones."

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Começou Junho. Evoé!


Aqui do lado de baixo do Equador vai começar o INVERNO e lá pras bandas de cima o VERÃO !


E como já dizia o velho anúncio: "O mundo gira e a  luzitana roda" !

JUNHO E AS FESTAS JUNINAS !

Festas juninas ou festas dos santos populares são celebrações que acontecem em vários países históricamente relacionadas com a festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na Idade Média como "festa de São João".
Essas celebrações são particularmente importantes no Norte da Europa — Dinamarca, Estónia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia —, mas são realizadas também na Irlanda, partes da Grã-Bretanha como a Cornualha, França, Itália, Malta, Portugal, Espanha, Ucrânia,  Canadá, Estados Unidos, Porto Rico, Brasil e Austrália.
Em todos os lugares a fogueira é um dos símbolos mais importantes. Elas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. A fogueira do dia de "Midsummer" (24 de junho) tornou-se a partir da Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João .

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Historiadora por profissão. Escritora por destino .Viajante no mundo por acaso. Fotógrafa amadora por paixão.